Dia Mundial do Ambiente

planeta2O Dia Mundial do Ambiente é celebrado todos os anos a 5 de junho. É um evento anual que tem como objetivo assinalar ações positivas de proteção e preservação do ambiente e alertar as populações e os governos para a necessidade de salvar o ambiente.

História do Dia Mundial do Ambiente

A celebração do Dia Mundial do Ambiente teve início em 1972.

O dia 5 de junho foi escolhido para festejar esta data já que marca o dia em que teve início a Conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente.
Atividades do Dia Mundial do Ambiente

Todos os anos, as Nações Unidas apresentam um tema, que serve de ponto de partida para o desenvolvimento de ações de celebração do Dia Mundial do Ambiente em mais de 100 países, com variadas atividades programadas em função desse tema.

Os eventos visam apresentar novas formas e métodos de preservar o futuro da humanidade, seja através de ações individuais do cidadão ou coletivas. Nas escolas esta data assume especial importância, com a chamada de atenção para a preservação do meio ambiente junto das crianças.

 

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Dia Internacional da Biodiversidade

marinha

Celebra-se em todo o mundo no dia 22 de Maio o DIA INTERNACIONAL DA BIODIVERSIDADE ou da DIVERSIDADE BIOLÓGICA.

biodiversidadeO Dia Internacional da Biodiversidade foi instituído pela UNESCO com o objectivo de promover o conhecimento sobre a biodiversidade e alertar para os problemas a ela associados como as alterações climáticas, as rápidas mudanças nos diferentes habitats e as consequentes modificações nas taxas de reprodução animal e no crescimento das plantas ou, em casos extremos, o desaparecimento de inúmeras espécies de fauna e flora.

O Decreto-Lei nº 21/93, de 21 de Junho, que ratificou a CONVENÇÃO DA BIODIVERSIDADE, define a biodiversidade como a “variabilidade entre os organismos vivos de todas as origens, incluindo os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos dos quais fazem parte; compreende a diversidade dentro de cada espécie, entre as espécies e dos ecossistemas”.

Numa perspectiva global, este termo pode ser considerado como sinónimo de “Vida na Terra”, resultado de mais de 3 mil milhões de anos de evolução. O número exacto de espécies actualmente existente é desconhecido: até à data foram identificadas cerca de 1,7 milhões mas as estimativas apontam para um mínimo de 5 milhões e um máximo de 100 milhões.

A biodiversidade deve ser protegida devido:

• Ao seu valor intrínseco: a natureza está na base de numerosas actividades recreativas, turísticas e culturais.

• Aos serviços ecossistémicos que presta: a natureza fornece-nos os elementos necessários à nossa vida e ao nosso bem-estar (alimentos, medicamentos, água, ar, etc.). Existe um limite para a capacidade de substituição, pelo engenho humano e pela tecnologia, desses serviços naturais.

Estas são as mais importantes ameaças à biodiversidade:

• Mudanças na utilização dos solos, que fragmentam, degradam e destroem os habitats. Esta mudança de afectação deve-se, principalmente, ao crescimento demográfico e ao aumento do consumo por habitante, dois factores que irão intensificar-se no futuro e gerar maiores pressões.

• Alterações climáticas, que destroem certos habitats e organismos, perturbam os ciclos de reprodução, obrigam os organismos móveis a deslocar-se, etc.

• Outras pressões importantes são a sobreexploração dos recursos biológicos; a difusão de espécies alóctones invasivas; a poluição do ambiente natural e dos habitats; a mundialização, que aumenta a pressão devida ao comércio, e a má governação (incapacidade de reconhecer o valor económico do capital natural e dos serviços ecossistémicos).

A conservação da biodiversidade é crucial, especialmente quando se trata de preservar os habitats mais afectados pela mudança climática. Compreender o alcance desta ligação permitirá enfrentar de uma forma mais eficaz os desafios das próximas décadas.

Extinção dos Dinossauros: Antes, Durante, Depois

extincao-dinossauros-01

Todas as criaturas acabam por morrer. 90% de todos os seres que já habitaram a Terra, estão hoje extintos.

A história da Terra conta-nos que existem períodos calmos, com maior ou menor duração, que terminam bruscamente com uma extinção em massa das espécies existentes.

A mais popular das extinções é a dos dinossauros.

Os dinossauros foram extintos há 66 milhões de anos, no final do período Cretáceo e da era Mesozóica. O evento que fez desaparecer os animais que, apesar de nunca termos conhecido, preenchem o nosso imaginário, arte e cultura, é objeto de repetidos estudos que procuram uma resposta simples: porque se extinguiram?

Quando os dinossauros subitamente desapareceram

Fóssil de dinossauro terópode

A extinção dos dinossauros é referida cientificamente como a extinção K-Pg (anteriormente extinção K-T), onde K é a abreviatura do período Cretáceo, que terminou e Pg a abreviatura do período Paleogeno, que teve início.

Tratou-se de um evento que, subitamente, aniquilou quase toda uma dinastia de criaturas, com populações numerosas pelo planeta, apta a diversos tipos de climas, habitats e com dietas variadas.

Para além dos dinossauros, desapareceram nessa extinção os pterossauros, os mosassauros, os plesiossauros, as amonites e algumas espécies de peixes, mamíferos, aves e tubarões.

Contudo, vários outros animais que com eles habitavam sobreviveram, aparentemente sem problemas, tais como alguns lagartos, rãs, tartarugas, salamandras, diversas espécies marinhas, crocodilos e vários tipos de mamíferos e artrópodes – sem esquecer um tipo de dinossauro terópode a que hoje chamamos de aves.

Mas vamo-nos focar nos dinossauros. E antes de passarmos às principais teorias que procuram explicar a sua extinção, vamos recuar um pouquinho no tempo e perceber que o futuro dos dinossauros já poderia estar em cheque.

Os dinossauros já estavam destinados a extinguir-se?

Fauna no final do período Cretáceo

Independentemente dos fenómenos que tenham provocado a extinção dos dinossauros, algo de errado já se passava na sua diversidade. A extinção em massa pode ter apenas apressado algo que iria acontecer de qualquer jeito.

Nos últimos dois milhões de anos antes da extinção, muitos grupos de dinossauros eram raros ou já se encontravam extintos – casos dos saurópodes e dos estegossauros, por exemplo. Quase todos os dinossauros que viveram entre os 68 e os 66 milhões de anos pertenciam aos grupos dos hadrossauros e do ceratopsídeos, com alguns terópodes carnívoros entre eles.

Esta fraca diversidade pode ter ocorrido devido a uma falha na adaptação ao meio e/ou uma variabilidade genética empobrecida. As alterações do ecossistema ao nível da alimentação dos herbívoros podem ter sido uma das causas, uma vez que as plantas angiospérmicas surgiram em força e muitos dinossauros não estavam adaptados a esse tipo de alimento.

Tudo o que afetava os herbívoros, também afetava naturalmente os carnívoros que deles se alimentavam.

É possível que os dinossauros não durassem muito mais tempo, mas alguma coisa acabou de forma brusca com a sua dinastia. O que aconteceu há 66 milhões de anos?

Teoria do impacto de um asteróide

Teoria do impacto de um asteróide na extinção dos dinossauros

São conhecidas cerca de 80 teorias que tentam explicar este desaparecimento, onde até se incluem presumíveis ataques de extraterrestres.

Mas a teoria mais aceite na comunidade científica é a de um impacto de um asteróide.

Sabe-se que o nosso planeta sofreu uma colisão com um asteróide há 66 milhões de anos e que, com ou sem outros fatores à mistura (como atividade vulcânica intensa, alteração na temperatura e outros), extinguiu cerca de 75% da vida na Terra.

A teoria da colisão com um asteróide foi pela primeira vez proposta por Luís Walter Alvarez (prémio Nobel da Física em 1968) e pelo seu filho Walter Alvarez. Tiveram por base a camada de irídio, presente em quantidades consideráveis nas rochas que marcaram o fim do período Cretáceo e que podem ser vistas por todo o mundo.

Este elemento é raro na superfície da Terra – mas encontrado com frequência em corpos celestes como asteróides e cometas.

Apesar de existirem várias crateras na Terra resultantes de impactos com asteróides, a cratera de Chicxulub, soterrada debaixo da Península do Iucatã, no México, é identificada como a fonte do material encontrado na borda do Cretáceo com o Paleogeno.

O asteróide, que media entre 10 a 15 quilómetros, terá chocado com a Terra há 66,043 milhões de anos e a extinção em massa ocorreu durante os 33 mil anos que se seguiram.

Teorias alternativas

Teoria das erupções vulcânicas na extinção dos dinossauros

É possível que o impacto não tenha sido motivo para a extinção em massa, ou que tenha contribuído, juntamente com outros fatores, para o que aconteceu.

Existem registos paleontológicos de uma intensa atividade vulcânica. A ter ocorrido, poderia explicar algumas das pistas: apesar do irídio ser raro na superfície da Terra, esse elemento existe no interior do planeta e é expelido pelos vulcões, pelo que uma actividade vulcânica longa explicaria a camada de irídio que hoje encontramos nos estratos.

Também explica uma condensação de gases na atmosfera, que teriam causado um arrefecimento e posteriormente um efeito de estufa. Hoje em dia podemos ver que um só vulcão, em erupção, expele uma grande coluna de fumo para a atmosfera. Se em vez de um vulcão fosse uma grande quantidade deles, por todo o globo, dá para imaginar o inferno que não teria sido o mundo naquela época.

Em 2013, num artigo publicado na National Geographic, o geólogo Paul Renne propôs a ideia de que os dinossauros já se encontravam extintos no momento da colisão, devido ás intensas erupções vulcânicas que precederam o impacto.

Segundo Renne, “nunca ninguém encontrou o fóssil de um dinossauro não aviano exatamente na linha de impacto (…) por isso, e falando com rigor, os dinossauros não avianos” – todos os dinossauros não relacionados com as aves – “talvez já se encontrassem extintos quando se deu o impacto.”.

Dada a consistência destas hipóteses, é inclusive proposto na comunidade científica que a extinção tenha sido resultado de todos estes fatores em simultâneo (geologicamente falando, não estamos a falar de um dia ou dois mas sim alguns milhares de anos), o que tornariam a vida no planeta bastante difícil para a maioria dos seres vivos.

Enigmas por desvendar

Reconstituição de um esqueleto de hadrossauro

A extinção dos dinossauros, apesar de intensamente estudada, não deixa de ser algo misteriosa, dado não ser possível viajar no tempo ou recriar de forma exata o nosso mundo há dezenas de milhões de anos.

Um dos enigmas associados à extinção dos dinossauros é a descoberta de fragmentos fósseis pertencentes a hadrossauros, datados de há 64,8 (+/- 0,9) milhões de anos. Ou seja, depois da extinção. A confirmar-se estas datações, significa que alguns dinossauros terão sobrevivido pelo menos mais 300 mil anos.

Tal descoberta, apesar de interessante, não muda o facto de que os dinossauros se extinguiram mesmo, de uma forma mais ou menos gradual.

O azar de uns, a oportunidade de outros

Aves do terror

Apesar de cerca de 75% da vida na Terra ter sido extinta há 66 milhões de anos, o vazio provocado pela extinção acabou por se revelar uma oportunidade para outros animais aparecerem e proliferarem.

Os mamíferos diversificaram-se imenso no período Paleogeno, incluindo cavalos, baleias, morcegos e claro os primatas, dos quais nós fazemos parte.

As aves, descendentes dos dinossauros terópodes, também aproveitaram desde cedo a oportunidade de reconstituir a fauna do nosso planeta. Aves gigantes e não voadoras como a gastornis (2 metros de altura), a dromornis (3 metros de altura) e as predadoras aves do terror foram algumas das espécies que povoaram o planeta.

Vai acontecer outra vez?

Extinções recentes: Dodo

A extinção dos dinossauros foi a quinta extinção em massa que o planeta sofreu (ou da qual temos registo). Por ordem:

  1. 450-440 milhões de anos: transição entre o período Ordoviciano e o período Siluriano, extinguiram-se entre 60% a 70% de todas as espécies;
  2. 375-360 milhões de anos: entre os períodos Devoniano e Carbonífero, extinguiram-se 70% das espécies;
  3. 251 milhões de anos: a maior de todas, entre os períodos Permiano e Triássico, extinguiram-se 90% a 96% das espécies;
  4. 201 milhões de anos: entre os períodos Triássico e Jurássico, extinguiram-se 70% a 75% das espécies;
  5. 66 milhões de anos: extinção dos dinossauros na transição entre o período Cretáceo e Paleogeno, extinguiram-se 75% das espécies.
Nota: Os números são apenas estimativas e calculados a partir daquilo que conseguimos descobrir pelo registo fóssil. É impossível saber exatamente o que aconteceu há 450 milhões de anos através dos poucos fósseis que chegaram até nós.

Olhando para estes números, percebemos que extinções em massa ocorrem de forma cíclica. Também percebemos que, se acontecer outra vez, nós seremos afetados – de uma maneira ou de outra.

A diferença para as extinções em massa anteriores, é que a hipotética sexta grande extinção está a ser provocada por interferência humana. Através da poluição, do aquecimento global, da desflorestação e destruição de diversos habitats, da caça furtiva, tráfico e muitas outras atividades relacionadas com a atividade e expansão humana, estamos a guiar milhares de espécies para a extinção.

Só nos últimos séculos, estão registadas oficialmente as extinções de 897 espécies, das quais 763 são animais. O ser humano contribuiu decisivamente para a extinção de animais icónicos como o dodo, a quagga, o tigre-da-tasmânia, o pombo-passageiro, o puma-oriental e muitos outros. E estivemos também envolvidos na extinção de animais mais antigos, pelo menos desde há 40 mil anos.

Sinal de extinção em massa?

Atualmente não existe consenso, mas o número de animais e plantas que desaparecem a cada ano são alarmantes.

Mesmo que queiramos analisar a situação de uma forma egoísta, pensar só em nós, convém lembrar que a sobrevivência da nossa espécie está dependente de muitas outras. Como disse um dia Albert Einstein, “Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, então o homem só terá mais quatro anos de vida.”

Pelos animais que já se extinguiram infelizmente nada pode ser feito. Pelos que ainda estão vivos, temos esse dever enquanto ainda temos hipótese.

Se dentro de algumas décadas virmos desaparecer os grandes felinos, as baleias, as abelhas, os elefantes, as rãs e muitos outros animais que já estão em risco, a questão da sexta extinção fica respondida com a resposta que nenhum de nós quer dar. Seguiremos o mesmo rumo dos dinossauros.

Este artigo foi originalmente publicado na Edição nº 10 da Revista Mundo dos Animais, em Março de 2009, com o título “Mundo dos Dinossauros – Extinção K-Pg”.

Tipos de Dinossauros: dos Carnívoros aos Herbívoros

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Graças à forte presença dos dinossauros na nossa cultura, desde livros a filmes, conhecemos de cor alguns tipos de dinossauros como os grandes predadores, os pescoços compridos ou os couraçados.

Os dinossauros dividiam-se em duas grandes ordens: Saurischia e Ornithischia. Dentro destas existiram várias sub-ordens e famílias. Neste artigo, vamos abordar os sete principais tipos (ou grupos) de dinossauros, facilmente identificáveis por serem bastante diferentes entre si.

Terópodes

Tiranossauro no Jurassic Park

A grande atração do «Jurassic Park» é o tiranossauro não é verdade? Todo o mundo gosta dos grandes predadores e os grandes predadores entre os dinossauros estavam neste grupo.

Trata-se de um grupo de dinossauros bípedes (andavam em duas patas), sendo que a grande maioria eram dinossauros carnívoros, embora existissem alguns terópodes herbívoros e insetívoros. As aves, únicos parentes dos dinossauros a sobreviver à extinção do final do Cretáceo, estão neste grupo.

Os primeiros terópodes a surgir foram os carnívoros herrerasauro (3-4 metros), eodromaeus (1,2 metros) e o omnívoro eoraptor (1 metro), todos com uma data estimada de 231 milhões de anos, na mesma altura que é aceite como sendo a origem dos primeiros dinossauros na Terra.

Pouco depois, geologicamente falando, apareceram os coelophysis (1-6 metros), dinossauros carnívoros comuns no final do período Triássico e início do período Jurássico.

Crânio de alossauro

No Jurássico aparecem terópodes mais evoluídos.

O mais famoso é o alossauro (8-12 metros), um dos primeiros dinossauros a ser descoberto no registo fóssil e descrito cientificamente em 1877 pelo paleontólogo Othniel Charles Marsh.

Ainda assim, o dinossauro terópode que fica verdadeiramente na história é o megalossauro (6-9 metros), o primeiro dinossauro de sempre a ser nomeado, em 1824. Os primeiros fósseis de megalossauro foram descobertos no século XVII, mas erradamente atribuídos a um elefante e depois a um monstro bíblico.

O ceratossauro (5-6 metros) é um carnívoro que também aparece no período Jurássico e as algumas das suas ossadas foram encontradas em Portugal, na Lourinhã.

Therizinossauro

Por fim, no período Cretáceo, surgem dois dos carnívoros mais famosos e imortalizados pelo cinema. O gigante tiranossauro (12-13 metros) e o velocista velociraptor (2 metros).

É também neste período que surge o therizinossauro (10 metros), um raro exemplo de dinossauro terópode herbívoro e com características bizarras, tais como garras enormes nas patas dianteiras (entretanto foi descoberto mais um terópode herbívoro e igualmente bizarro).

Durante muitos anos o tiranossauro foi tido como o maior e mais temível predador do tempo dos dinossauros, mas esse estatuto tem vindo a ser colocado em causa.

Em relação ao tamanho, já se sabe que existiram pelo menos dois terópodes maiores (o espinossauro com 18 metros e o giganotossauro com 14 metros).

Depois, e mais relevante, a fisionomia do tiranossauro não abona muito a favor das suas eventuais qualidades de predador feroz: as patas dianteiras eram de tal forma pequenas que nem alcançavam a boca. O olfato, bastante apurado, seria mais útil a detectar cadáveres ou animais feridos.

Crê-se, assim, que o tiranossauro seria mais um necrófago do que um temível predador que caçasse animais vivos.

Saurópodes

Diplodocus

O maior grupo de animais que alguma vez pisou terra. São facilmente identificáveis pelo pescoço bastante comprido e uma cabeça proporcionalmente pequena.

Todos os saurópodes eram quadrúpedes (andavam em quatro patas) e herbívoros.

Um dos primeiros e talvez o mais pequeno saurópode de sempre é o saturnalia (1,5 metros), descoberto no Rio Grande do Sul, no Brasil. Terá vivido há cerca de 225 milhões de anos. Ainda no Triássico surge o plateossauro (5-10 metros), há cerca de 214 milhões de anos. Foi também um dos primeiros dinossauros descobertos no registo fóssil, em 1834.

Argentinossauro

Crescendo continuamente pelos períodos Jurássico e Cretáceo, habitaram a Terra saurópodes enormes como o superssauro (33-34 metros), o argentinossauro (30-39 metros) ou o diplodocus (33-45 metros).

Suspeita-se que tenha existido um saurópode ainda maior, o amphicoelias (58 metros), mas os únicos fósseis descobertos na década de 1870 foram perdidos, restando apenas descrições e desenhos dos mesmos. Análises recentes sugerem que não seria biologicamente plausível um animal terrestre suportar tais dimensões, pelo que devem existir erros de interpretação na descrição original feita em 1878.

Ceratopsídeos

Torossauro

Estes dinossauros peculiares viveram em abundância no período Cretáceo e são caracterizados pelas placas ósseas situadas atrás da cabeça, pelos chifres no crânio e pelo bico na mandíbula. Eram todos herbívoros.

O yinlong (1,2 metros) é o ceratopsídeo mais velho e mais primitivo que se conhece, tendo habitado perto do final do período Jurássico, há cerca de 158 milhões de anos. Mais tarde, no período Cretáceo, os ceratopsídeos evoluíram para animais maiores e com uma proteção contra predadores também mais desenvolvida.

Esqueleto de Triceratops

O mais famoso de todos é o triceratops (8-9 metros), surgido há cerca de 68 milhões de anos e um dos dinossauros que habitavam o planeta por altura da extinção dos dinossauros, há cerca de 66 milhões de anos. Outro dinossauro deste grupo que habitou no Cretáceo foi o centrossauro (6 metros).

Ornitópodes

Iguanodon

Os ornitópodes eram dinossauros herbívoros, que surgiram discretamente durante o período Jurássico, como animais pequenos e velozes, até dominarem o final do período Cretáceo.

No evento da extinção dos dinossauros, os ornitópodes eram um dos grupos mais bem sucedidos de dinossauros herbívoros, com um aparelho mastigatório tão evoluído e sofisticado que seria capaz de rivalizar com uma vaca moderna.

O ornitópode mais conhecido é o hadrossauro (8-10 metros), sendo o maior o shantungossauro (15 metros). Uma espécie mais antiga de dinossauro ornitópode surgida no início do período Cretácio, o iguanodon (10-13 metros), foi o segundo dinossauro a ser formalmente nomeado, em 1825.

Estegossauros

Estegossauro

Este grupo de animais foi baptizado com o nome do seu exemplar mais famoso, o estegossauro (9 metros).

Eram dinossauros couraçados, herbívoros e claramente adaptados para a defesa. Possuíam placas ósseas e espinhos afiados que não eram encontrados em mais nenhum animal, o que lhes permitia proteger-se dos predadores, uma vez que eram animais lentos e uma fuga veloz estava fora de hipótese.

Os estegossauros surgiram no período Jurássico, onde eram mais abundantes, tendo sido extintos há cerca de 110 milhões de anos, muito antes da grande extinção dos dinossauros no final do Cretáceo.

No seu auge, estogossauros como o dacentrurus (7-8 metros) e o miragaia (5,5-6,5 metros) eram abundantes na Europa. O miragaia tem a particularidade de ter sido descoberto em Portugal e descrito pelo paleontólogo Octávio Mateus em 2009. O pescoço do miragaia era particularmente longo para um estegossauro, com pelo menos 17 vértebras (o estegossauro tinha 12 ou 13).

Pensa-se que o wuerhossauro (7 metros) tenha sido a última espécie de estegossauro a habitar o planeta, antes do grupo se extinguir. As causas da extinção dos estegossauros não são claras.

Anquilossauros

Anquilossauro

Os anquilossauros eram dinossauros herbívoros, quadrúpedes e altamente couraçados. Surgiram em meados do período Jurássico e viveram até ao final do período Cretáceo, tendo sido extintos juntamente com os outros dinossauros.

Possantes e com patas curtas, estima-se que um anquilossauro não conseguira andar a mais de 10 quilómetros por hora, pelo que a couraça especializada em defesa era essencial para escapar a um predador.

Possivelmente o primeiro anquilossauro a surgir foi o scelidossauro (4 metros), há cerca de 196 milhões de anos. No entanto, as características primitivas não permitem definir com exatidão se este dinossauro pertencia a este grupo ou ao dos estegossauros.

O mais conhecido é o dinossauro com o mesmo nome, anquilossauro (9 metros), que viveu nos últimos 2 milhões de anos dos dinossauros na Terra. Outros anquilossauros bem conhecidos são o edmontonia (6-7 metros), o euoplocephalus (6 metros) e o polacanthus (5 metros).

Paquicefalossauros

Paquicefalossauro

Os Paquicefalossauros eram dinossauros herbívoros / omnívoros, bípedes e com a particular característica de possuírem uma espécie de abóbada alta no crânio, provavelmente usada para lutas entre machos pela disputa de fêmeas ou território.

Viveram no período Cretáceo, embora se suspeite que os primeiros paquicefalossauros tenham vivido ainda no período Jurássico, devido a um dente encontrado e que foi datado de há cerca de 162 milhões de anos. O possível dinossauro foi nomeado ferganocephale.

Os paquicefalossauros mais conhecidos são o próprio paquicefalossauro (4,5 metros), o stegoceras (2 metros), o stygimoloch (3 metros) e o dracorex (3 metros).

É debatido na comunidade científica se o dracorex é uma espécie distinta ou um paquicefalossauro / stygimoloch juvenil, ou fêmea, tendo em conta que as diferenças são pequenas e o registo fóssil indica que estes animais viveram no mesmo espaço ao mesmo tempo.

Este artigo foi originalmente publicado na Edição nº 10 da Revista Mundo dos Animais, em Março de 2009, com o título “Mundo dos Dinossauros – Grupos de dinossauros”.

Porque Eram Tão Grandes?

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Um dos aspetos que nos fascina em relação aos dinossauros é o seu tamanho. Porque eram tão grandes? Porque motivo nenhum animal terrestre atual se aproxima do tamanho que alguns dinossauros atingiam? O que era diferente na altura?

Inicialmente os dinossauros eram quase todos de pequenas dimensões (também chamados de protodinossauros), chegando a haver espécies do tamanho de cães e mesmo de galinhas.

No entanto, esta característica foi-se alterando, até ao ponto em que uma grande percentagem atingiu dimensões colossais. Um exemplo dessas enormes proporções é o argentinossauros, que chegava a pesar 100 toneladas, ou o diplodocus, cujos achados fósseis revelaram poder ter chegado a medir 45 metros de comprimento.

O fenómeno do gigantismo, porém, ocorreu em muitos animais e não apenas nos dinossauros. Importante também referir que, se em alguns casos os dinossauros evoluíram para espécies muito maiores, outros continuaram relativamente pequenos.

Uma das teorias para este fenómeno associa o desenvolvimento do gigantismo ao aumento do CO2 (dióxido de carbono), que se acumulou na atmosfera.

Consequentemente, deu-se o aumento das temperaturas – aquecimento global – que foi propício ao aumento de tamanho e de quantidade das plantas angiospérmicas, o que significa que havia maior disponibilidade de alimento, crucial para o desenvolvimento de animais de grandes portes.

Por outro lado, o facto de haver uma temperatura superior também leva a que haja uma diminuição do metabolismo, e, por consequente, um fácil aparecimento do gigantismo.

Os dinossauros herbívoros que se adaptaram, foram tomando proporções cada vez maiores, e os carnívoros foram evoluindo igualmente para tamanhos superiores, de forma a conseguirem continuar a competir pelo alimento.

Outra teoria defende que os dinossauros de maiores dimensões tinham vantagens sobre outros dinossauros mais pequenos (por exemplo na defesa contra predadores) e por isso a seleção natural levou a que as espécies dominantes fossem cada vez maiores.

Um diplodocus de 45 metros de comprimento parece virtualmente imune a qualquer predador. Mas claro que aqui se coloca a questão dos próprios predadores. Um carnívoro de 13 metros, como o tiranossauro, limitava-se a caçar animais pequenos? Ou seria necrófago (alimentar-se de carcaças que encontrava, em vez de caçar animais vivos)?

Não podemos também ignorar o nosso conhecimento limitado sobre a fauna que existia há tantos milhões de anos atrás. Conhecemos apenas os animais que chegaram até nós no registo fóssil. Um animal pequeno (ossos pequenos) é muito mais difícil de preservar do que um monstro de 20 ou 30 metros (ossos enormes).

Quer isto dizer que conhecemos muitas das grandes espécies, mas podemos não conhecer muitas das espécies pequenas e isso pode-nos levar a ter uma ideia errada do tamanho médio dos dinossauros.

O motivo pelo qual não temos, hoje, animais terrestres do tamanho dos maiores dinossauros, pode ser em termos simples explicado pela evolução.

Os dinossauros dominaram o planeta durante 165 milhões de anos, tempo suficiente para a natureza experimentar todos os tamanhos e feitios. Num dado momento da história da vida na Terra, ser gigante poderia ser uma vantagem. Depois, deixou de o ser.

No último período dos dinossauros, o Cretáceo, sabemos que habitaram grandes dinossauros como o tiranossauro, mas também dinossauros muito pequenos, como o microraptor, que não ultrapassava 90 centímetros de comprimento e um quilo de peso.

Mesmo após a extinção dos dinossauros, um grupos de dinossauros muito mais pequenos sobreviveu. As aves.

Este artigo foi originalmente publicado na Edição nº 10 da Revista Mundo dos Animais, em Março de 2009, com o título “Mundo dos Dinossauros – Gigantismo”.

Modo de Vida

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Os dinossauros não eram todos iguais. Variavam em forma, hábitos alimentares, vida, necessidades, tamanho ou peso.

A sua morfologia variava consoante os seus hábitos alimentares, uma vez que estes a condicionavam e influenciavam.

A maioria dos dinossauros herbívoros eram animais pesados, atarracados, alguns deles lentos, com metabolismo também lento, a maioria pacífica e que vivia em manada.

Sendo eles presas, muitos desenvolveram características morfológicas específicas de defesa, quase os fazendo assemelhar a tanques. Algumas destas são, por exemplo, os esporões, as placas nas costas, cristas, cornos, carapaças.

Todas estas técnicas eram modos de sobreviver ou evitar serem atacados com sucesso por dinossauros predadores, protegendo os seus pontos vitais mais sensíveis. Mas nem todos os dinossauros herbívoros cumpriam estes requisitos, sendo que alguns deles apostaram antes na leveza e velocidade para poderem escapar.

Normalmente os dinossauros mais ágeis eram também pequenos, o que lhes permitia abrigarem-se para escapar. Os maiores herbívoros eram mesmo os saurópodes, que mediam entre 6 a 45 metros de comprimento, de pescoço longo e cauda comprida e estreita como um chicote.

Já os dinossauros carnívoros eram animais relativamente ágeis, adaptados para a caça em altas velocidades. O facto de terem o osso da bacia separado, semelhante à bacia das aves, permitia que se deslocassem em duas patas posteriores mais fortes, sendo as anteriores mais atarracadas.

A sua boca era a sua arma mais terrível, com dentes numerosos, afiados, curvados para dentro, de modo a fazer gancho para não largar a presa e cónicos para rasgar carne. Alguns destes dinossauros, como os famosos velociraptores, desenvolveram uma unha que funcionava como gancho que segurava a presa, do modo a não fugir, sendo que também a usava para esventra-la.

No caso dos dinossauros predadores, as suas dimensões eram, normalmente, medianas, mas nunca tão grandes como os predados. O maior dinossauro carnívoro conhecido foi o espinossauro, com medidas entre os 13 e os 18 metros de comprimento e entre 7 a 20 toneladas de peso.

Este artigo foi originalmente publicado na Edição nº 10 da Revista Mundo dos Animais, em Março de 2009, com o título “Mundo dos Dinossauros – Modo de vida”.

Quando e Onde Surgiram

tipos-dinossauros-01Animais Pré-Históricos

Dinossauros

 Dinossauros: Introdução

Os dinossauros apareceram no nosso planeta há cerca de 230 milhões de anos e, durante os quase 165 milhões de anos seguintes, foram os animais dominantes no ecossistema e tornaram-se num dos grupos de animais de maior sucesso em toda a história da vida na Terra. São um dos animais mais representados no registo fóssil que chegou até nós e e revelaram-se criaturas fascinantes tanto para investigadores como para curiosos, ao ponto de fazerem parte da nossa cultura popular (como o tiranossauro ou o velociraptor) sem nunca terem efetivamente caminhado entre nós.

Tão fascinante é o seu domínio como é intrigante o evento que os fez desaparecer para sempre, há cerca de 66 milhões de anos. As aves são, entre os animais vivos, os seus parentes mais aproximados, um legado de uma era que ainda tem muitos mistérios por desvendar na história da vida na Terra.

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A história dos dinossauros é tão magnífica quanto impressionante. Foram um grupo de animais pré-históricos que povoaram a Terra durante a era Mesozóica e deles fazem parte os maiores animais de todos os tempos.

Apareceram durante o período Triássico, há cerca de 231 milhões de anos e foram extintos no final do período Cretáceo, há 66 milhões de anos. Foram os animais terrestres dominantes durante 165 milhões de anos e deixaram um registo fóssil extraordinário que nos permite saber um pouco sobre eles, como viveram e como morreram.

O nome dinossauro significa “lagarto terrível”, embora os dinossauros não fossem lagartos mas sim um grupo distinto de répteis, bastante diferente dos répteis atuais.

Os primeiros fósseis encontrados pareciam representar algum tipo de animal monstruoso e a imagem popular que temos dos dinossauros é a de animais gigantes, ferozes e imponentes. No entanto, nem todos os dinossauros eram grandes ou carnívoros, a maioria dos dinossauros que existiram eram na verdade animais herbívoros possivelmente tão pacíficos como uma girafa ou um elefante.

Existiram dinossauros de diversas formas, tamanhos e características, tal como acontece com a grande diversidade de animais que existem hoje em dia.

Ao longo de milhões de anos, os dinossauros foram evoluindo a partir das primeiras espécies, mais pequenas, até darem origem a espécies de grandes dimensões que preenchem o nosso imaginário, um fenómeno chamado de gigantismo.

Entre os diversos tipos de dinossauros que existiram, podemos destacar os terópodes, que incluíam grandes carnívoros tais como o tiranossauro e o alossauro; os saurópodes, como o gigante de longo pescoço diplodocus; os ceratopsídeos, como o triceratops ou os estegossauros, tendo o dinossauro com o mesmo nome como principal representante.

Apesar da extinção dos dinossauros, um pequeno grupo evoluído a partir dos dinossauros terópodes sobreviveu e continuou a sua linhagem até aos nossos dias: as aves.

Este artigo foi originalmente publicado na Edição nº 10 da Revista Mundo dos Animais, em Março de 2009, com o título “Mundo dos Dinossauros”.

Dinossauros: Quando e Onde Surgiram

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Os dinossauros surgiram há cerca de 231 milhões de anos, em meados do período Triássico e extinguiram-se à aproximadamente 66 milhões de anos, data que marca o final do período Cretáceo e da era Mesozóica.

Antes do aparecimento dos dinossauros, deu-se uma extinção em massa tão devastadora que se estima ter desaparecido 90% da vida marinha e 70% dos animais terrestres. Esta extinção marcou o fim do período Permiano e o início ao Triássico, há cerca de 251 milhões de anos. Os ecossistemas terrestres demoraram cerca de 30 milhões de anos a recuperar desta extinção devastadora e os dinossauros começaram a aparecer durante essa altura.

Inicialmente os dinossauros habitavam livremente o super continente – a Pangeia – que se estendia de pólo a pólo. Eram animais relativamente pequenos, tanto carnívoros como herbívoros, que, com o decorrer do tempo, foram superando outros de maior porte mas menor sucesso na luta pela sobrevivência.

Os dinossauros foram-se adaptando às condições existentes na Terra e o seu sucesso como animais dominantes no planeta estendeu-se por 165 milhões de anos – a que podemos chamar de era dos dinossauros.

Para ter uma ideia de quão longa foi a era dos dinossauros, os seres humanos modernos (Homo sapiens) só habitam o planeta há cerca de 0,2 milhões de anos. Estamos mais próximos do tempo do tiranossauro (0,2 para 66 milhões de anos) do que o tiranossauro dos primeiros dinossauros que existiram (66 para 231 milhões de anos).

Com a evolução e adaptação que foram sofrendo aos mais variados níveis, os dinossauros chegaram ao período Jurássico com um tamanho médio superior, com uma classe carnívora bem definida e herbívoros com defesas mais evoluídas, como couraças, espinhos, placas de protecção, maior densidade óssea em zonas mais sensíveis, entre outras.

O período Jurássico (202 – 145 milhões de anos), um pouco por culpa do grande sucesso do cinema «Jurassic Park», é popularmente visto como o período onde habitaram alguns dos dinossauros mais famosos, como o tiranossauro. No entanto, ainda faltariam muitos milhões de anos para surgir.

O grande predador do Jurássico era o alossauro, numa época em que viveram também o estegossauro, o braquiossauro e muitos outros, incluindo alguns dinossauros bizarros.

O período Cretáceo (145 – 66 milhões de anos) é um pouco ilusório no que diz respeito à evolução dos dinossauros. É neste período que se encontram mais e melhores registos fósseis, bem como foi a época em que maior número de dinossauros habitaram a Terra, no entanto, a diversidade diminuiu e isso pode ter contribuído para a extinção.

Apenas dois grupos significantes de dinossauros se diversificaram – os ceratopsídeos e os hadrossauros. As plantas angiospérmicas começaram a dominar a flora e, apesar de vários dinossauros herbívoros se alimentarem destas, a maioria alimentava-se das plantas gimnospérmicas e não conseguiram acompanhar o ritmo das alterações do ecossistema no que dizia respeito à alimentação. A extinção dos dinossauros foi acelerada pelo evento que os dizimou, mas é possível que se tivessem extinto de qualquer forma dada a baixa diversidade que apresentavam nessa altura.

Outros animais, porém, ganharam vantagem nisso, como os insectos e os mamíferos. Os lagartos, as cobras, os crocodilos e os pássaros também se diversificaram, sendo as aves descendentes dos dinossauros terópodes. As tartarugas mantiveram-se praticamente inalteradas, desde que surgiram há 215 milhões de anos, até aos dias de hoje.

Este artigo foi originalmente publicado na Edição nº 10 da Revista Mundo dos Animais, em Março de 2009, com o título “Mundo dos Dinossauros – Quando e onde surgiram”.